Parceria no setor
de biocombustíveis: Brasil e EUA*

Brasil e Estados Unidos firmaram, no ano passado, um acordo no qual se comprometem a pesquisar e investir na produção de biocombustíveis. Fato é que o pacto já tem causado grande efeito não apenas para o Brasil e para os EUA, mas também para todos os países da América do Sul, América Latina, África e Ásia. O etanol, especificamente, nos últimos tempos, acabou se tornando foco de
 
especulações e notícia em todo o país, criando perspectivas em diferentes segmentos da economia brasileira.

A produção global de etanol está na casa de 0 bilhões de litros. Brasil e EUA correspondem a cerca de 70% desse volume, enquanto o restante se divide entre União Européia, Índia, China e outros países. Embora vivendo situações particulares, Brasil e Estados Unidos acertaram também a
cooperação no desenvolvimento de um mercado internacional.

O Brasil quer converter sua experiência de 30 anos no programa do etanol em exportações significativas, e, do outro lado do balcão, para alcançar a sua meta interna, de reduzir em 20% o consumo de gasolina até 2017, os EUA continuarão importando o etanol brasileiro.

Quando se fala de combustíveis renováveis, especialmente do etanol, é importante destacar que o Brasil já desenvolve programas há muito tempo. Como dito anteriormente, são cerca de três décadas de trabalho e inovação tecnológica. Graças a essa evolução, atualmente, a frota de carros que circula nas ruas utilizando álcool como forma de combustível se aproxima dos 0%.



Nos últimos anos, o principal exportador de etanol para os Estados Unidos foi o Brasil.

O elevado preço do etanol no mercado americano acaba sendo um relevante aliado para a entrada do produto brasileiro.

No tocante às expectativas criadas a respeito de sua comercialização, especialistas acreditam que a maior necessidade do Brasil é o uso do álcool para consumo em mercado interno, e que provavelmente não haverá produção suficiente para atender a demanda da “exportação revolucionária” que o mercado prevê.

Mesmo assim, o País continua a procurar parceiros e mercados no sentido de ampliar sua atuação na seara no etanol e dos biocombustíveis.


Marcos Troyjo, diplomata, cientista
político e economista é diretor do
Jornal do Brasil.


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Biofuels sector partnership: Brazil and USA*

Last year, Brazil and United states sealed an agreement in which they committed to research and invest on biofuels production. It is evident that this agreement has caused major effects not only for Brazil and United States but also for all countries in Latin America, South America, Africa and Asia. Ethanol, specifically, has recently become a focus for speculation and headlines all over the country, creating perspectives in several levels of the Brazilian economy.

Global ethanol production is around 0 billion liters. Brazil and United States produce together 70% of this volume, meanwhile the other 30% are spread among the EU, India, China and other countries.

Although living specific realities, Brazil and United States also signed the international market development cooperation. Brazil intends to convert its 30-year experience of ethanol onto significant exports and, on the other side, United States will keep importing Brazilian ethanol in order to reach its internal goal and to reduce in 20% gasoline consumption up to 2017.

When mentioning renewable fuels, ethanol specifically, it is important to highlight that Brazil has developed strategies and policies for several years already. As mentioned before, we have three decades of work and technological innovation.

Thanks to this evolution, nowadays Brazil’s ethanol- powered car fleet is near 0%.

On the last few years, Brazil was the major ethanol exporter to USA. The high price of ethanol in the American market tends to be a noteworthy ally for the Brazilian product acceptance.

Regarding the expectations related to commercialization, experts believe that Brazil’s main need is to use the ethanol in the domestic market and production probably will not be enough to supply the “revolutionary export” demand foreseen by the market. Even thus, Brazil looks for partners and markets in order to increase ethanol and biofuel influence.

Marcos Troyjo, diplomat,
political scientist and economist
is newspaper’s Jornal do
Brasil director.