Desafios 2008*
Dimas Facioli é Consultor Organizacional e de Negócios, com mais de 20 anos de experiência na área, dos quais 14 assessorando grandes organizações nacionais e internacionais.

Que me perdoem os amadores, mas profissionalismo é fundamental. Com essa frase que nos faz recordar o “poetinha” Vinicius de Moraes, abordo nestas linhas aquele que considero o

 

principal desafio do setor de energia alternativa para os próximos anos – a transição para a modernidade.

Apesar da inegável vanguarda que o chamado setor sucroalcooleiro conquistou nesses últimos 30 anos, consolidada através da liderança do Brasil na produção e utilização de etanol para consumo massivo, nossos “fantasmas” continuam a nos assombrar. Conceitos atuais como Governança Corporativa, Sustentabilidade, Capital Humano conflitam diariamente com o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, “todo mundo faz, porque não eu”, etc.

O mundo mudou, o setor passou a ser produtor de energia estratégica, os olhos do mundo estão voltados para nós. Nas novas estruturas, em que se multiplicam as parcerias internacionais, o Brasil se vê obrigado a rever conceitos e alinhar a visão a fim de não perder a oportunidade única de manter-se no topo desse segmento de alta performance e nível de competitividade.

A mensagem é clara: não há mais espaço para amadores. Quem quiser sobreviver nesse mercado terá que aprender a conviver com as demandas mundiais por sustentabilidade, ética, responsabilidade social e gestão profissional.

No Brasil de agora, a administração de qualquer organização, exige um gestor, com formação, talento e capacidade que vão além do sobrenome ou da experiência. As empresas de agroindustriais deixam de ser “feudos” para tornarem-se pólos industriais eficazes, em harmonia com o ambiente, geradores de empregos e renda, compartilhando desenvolvimento de maneira sustentável. A mão de obra, passa efetivamente a ser considerada capital humano, respeitada e valorizada como o grande patrimônio que significa dentro da organização.

Manter a nossa liderança de forma ética, inovadora e inequívoca - esse é o nosso grande desafio.

 
 
 
 

Challenges for 2008*
Dimas Facioli is Organizational and Business Advisor, with more than 20 years experience, 14 of them advising major international and national organizations.

Let me be forgiven by the amateurs, but professionalism is essential.

Referring to this phrase that reminds us the poet Vinicius de Moraes, I approach hereunder what I consider to be the main challenge of the alternative energy sector for the coming years - the transition to modernity.

Despite the undeniable forefront that the so-called sugar cane industry won in the past 30 years, and consolidated through the Brazilian leadership in the production and use of ethanol for massive consumption, our “ghosts” continue to haunt us. Current concepts such as Corporate Governance, Sustainability and Human Capital are daily conflicting with some proverbs such as “the boss commands because he could, the employee obeys because he should”, “everybody does it, why not me”, etc...

The world has changed, the industry has become producer of strategic energy and the spotlight of the world is focused on us. In the new structures, in which international partnerships are multiplied, Brazil must revise concepts and align with the world visions and plans so it will not miss the opportunity to be on top of this segment of high performance and level of competitiveness.

The message is clear: there is no room for amateurs. Anyone who wants to survive in this market must learn to live with global sustainability, ethics, social responsibility and professional management demands.

In Brazil, nowadays, the boss’ son ceases to be “junior” to become a Manager, with the education, the talent and the ability to go beyond the family name. The mills are no longer “fiefdoms” but effective industrial centers, in harmony with the environment, creating jobs and income, sharing development in a sustainable way. Workforce is now considered human capital, respected and valued as the great heritage within the organization.

Maintaining our leadership ethically, innovatively and indubitably - this is our great challenge.