Brasil: protagonista mundial na jornada a um futuro de energia limpa e renovável

O Mundo despertou para a urgência que a preservação do Planeta exige. Políticas e medidas de proteção ao meio-ambiente nunca tiveram tanto destaque na pauta de discussões dos líderes globais, enquanto a sociedade se organiza cada vez mais para reduzir os danos causados pelo homem à natureza.
 

Neste contexto, o Brasil está na vanguarda da produção de combustíveis renováveis e não-poluentes, grandes aliados na luta mundial contra o efeito estufa. E não é difícil entender o por quê: além do amplo domínio tecnológico adquirido na área ao longo das últimas décadas, o País possui cerca de 80 milhões de hectares, solo e clima altamente favoráveis ao cultivo de produtos agrícolas, o que lhe permite produzir e desenvolver biocombustíveis sem que a produção de alimentos seja comprometida.

Biocombustível mais eficiente do mundo entra definitivamente nos trilhos do crescimento

O carro-chefe da empreitada brasileira pela disseminação de um combustível limpo e não-agressivo ao meio-ambiente é o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, o mais eficiente produzido no planeta pela sua performance como substituto da gasolina e seu custo de produção imbatível - 0,22 centavos de dólar por litro, contra 0,30 do etanol americano e 0, 3 do europeu.

De acordo com dados estimados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2007, o Brasil destinou 7,8 milhões de hectares à produção de açúcar, etanol, aguardente e ração animal. O chamado setor sucroalcooleiro representa 1, % do PIB do país e movimentou cerca de 0 bilhões de reais no último ano.

 

Se os números atuais já evidenciam o momento especial em que vive o setor, eles têm tudo para se tornarem ainda mais atraentes.

Para o presidente da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, a “busca mundial por combustíveis renováveis irá expandir-se pela pressão dos consumidores e dos governos”. Este cenário será altamente favorável ao Brasil, que na visão de Jank possui “todas as

 

condições de ocupar um papel de liderança no crescimento da agroenergia no mundo, seja pela nossa vasta disponibilidade de recursos naturais, seja pelo amplo domínio tecnológico sobre a canade-açúcar, a melhor planta para se produzir açúcar, etanol e eletricidade de forma competitiva e sustentável”.

O presidente da UNICA revela que a expectativa para os próximos cinco anos é a de que sejam investidos 17 bilhões de dólares na produção de etanol, sendo 14 bilhões para a construção de novas usinas e o restante na expansão das existentes. “Pelo menos 86 novas usinas devem entrar em operação até 2013, o que deve elevar a produção de etanol brasileiro dos atuais 17,7 bilhões de litros para 36 bilhões de litros”, diz Jank.

Descentralização da produção amplia oportunidades

Muito dos investimentos em etanol que irão aportar no Brasil nos próximos anos virá de companhias e investidores estrangeiros. Este é um processo que vem se tornando mais vigoroso a medida em que o mundo descobre o enorme potencial do País na produção de combustíveis não-lesivos ao planeta.

Além do já citado custo-benefício do etanol brasileiro, muitos estados do país estão apostando em políticas de desenvolvimento do etanol em seus territórios e abrindo novas fronteiras para a produção do biocombustível.

De acordo com dados da Datagro, já chegam a 2,2 bilhões de dólares os investimentos estrangeiros, desde 2000.

Minas Gerais, que foi recentemente escolhido para sediar um centro de inteligência de utilização do etanol, é um deles. “Estamos buscando o pleno desenvolvimento possível na produção de etanol, buscando alternativas e propondo soluções em diversas áreas, sejam elas do ponto de vista econômico, social e ambiental ou de logística e infra-estrutura”, explica Maurício de Oliveira Cecílio, do INDI (Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais). Goiás, com 12 projetos para a construção de usinas em andamento, e Mato Grosso, com 11, são outros exemplos de estados onde o futuro do etanol promete ser promissor.

 

Aspectos sócio-ambientais: pressão e realidade

Dois dos pontos mais controversos, envolvendo a produção de biocombustíveis no Brasil, são - o que se refere às condições de trabalho no campo e a preservação do meio-ambiente, por parte dos produtores de biocombustíveis.

“Os problemas nestas áreas realmente existem, mas estão se tornando cada vez mais isolados em função da fiscalização

 

mais rígida de governos e entidades e de uma mudança de mentalidade do setor sucroalcooleiro”, argumenta o presidente da UDOP (União dos Produtores de Bioenergia), José Carlos Toledo.

Segundo ele, a UDOP já recebeu várias assinaturas para o Protocolo Ambiental Paulista, uma série de medidas de proteção à natureza que prevê, entre outras ações, o fim gradual da queima de cana-de-açúcar nas colheitas do estado até 2012, e a preservação de 10% ao ano das matas ciliares ao redor de nascentes dentro das propriedades de cultivo. “Além de correto, ter consciência ecológica se tornou mais econômico.

"Para Marcos Jank, presidente da UNICA, a expectativa para os próximos cinco anos é a de que sejam investidos 17 bilhões de dólares na produção de etanol, sendo 14 bilhões para a construção de novas usinas e o restante na expansão das existentes"

Vale mais a pena, por exemplo, obter energia a partir do bagaço da cana. Além disso, ter selo de produtor ecologicamente correto ajuda a exportar e a vender lá fora”, argumenta Toledo.

Dois dos pontos mais controversos, envolvendo a produção de biocombustíveis no Brasil, são - o que se refere às condições de trabalho no campo e a preservação do meio-ambiente, por parte dos produtores de biocombustíveis.

Já em relação às questões sociais que envolvem os trabalhadores do setor sucroalcooleiro, o presidente da Fetaesp (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo), Braz Albertini, vê um certo exagero por parte de imprensa e organizações.

“Dizer que não há problemas com os trabalhadores do setor não está correto, mas existem organizações e entidades que enxergam a atividade como trabalho escravo e fazem uma abordagem um tanto exagerada da situação. Morrem trabalhadores no corte de cana, como morrem na construção civil e em todas as atividades.”

O presidente da UNICA, Marcos Jank, também faz questão de salientar a preocupação da entidade com o tópico: “A UNICA vai iniciar um programa de requalificação de mão-de-obra no setor para funções como tratorista, caldeireiro, visando aproveitar parte da mão-de-obra que estará disponível após a mecanização. Teremos 0 mil novos empregos no plantio e colheita e 20 mil novos empregos na indústria sucroalcooleira em 2020.”



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Brazil:world protagonist on a bright future for renewable and clean energy

The world has awakened to the urgency of preserving the planet. Policies and measures to protect the environment have never had so much emphasis on the global leaders’ list of discussions; meanwhile civil society as well becomes increasingly more organized in order to reduce the damage caused by man to Nature.

In this context, Brazil is at the forefront of the production of renewable and non-polluting fuels, major allies in the global fight against the greenhouse effect. It’s easy to understand why: beyond the vast technological expertise acquired from the past decades, Brazil has around 8 0 million Ha, highly favorable soil and climate conditions, which allow the country to produce and develop biofuels without compromising food production.

Most efficient Biofuel in the world finally reaches the growth path The main asset on the Brazilian project of disseminating the clean and non-aggressive fuel to the environment is the ethanol produced from sugar cane, the most efficient produced on the planet due to its performance as gasoline alternative and its unbeatable cost of production - 0.22 cents of dollar per liter, against 0.30 of the American ethanol (from corn) and 0. 3 of the European one (from beet).
According to the figures estimated by the IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics), in 2007, Brazil has allocated 7.8 million Ha for the production of sugar, ethanol, spirits and animal feeding. The sugar cane industry represents 1. % of country’s GDP and delivered about 0 billion reais (28,7 million US dollars) last year. If the current numbers already show the special moment the industry is going through, there is still room to become even more attractive.

For the president of UNICA (Sugar Cane Industry Union), Marcos Jank, a “global search for renewable fuels will expand by the pressure from consumers and governments.” This scenario is highly favorable to Brazil, which, in Jank’s view, has “all the conditions to take the
leading role in the agroenergy growth in the world, either by our vast availability of natural resources or by our broad knowledge and expertise on sugar cane - the best feedstock to produce sugar, ethanol and electricity in a competitive and sustainable manner”.

The UNICA president also shows that the expectation for the next five years is to invest 17 billion US dollars in ethanol production; 14 billion US dollars for the construction of new plants and the remainder for the expansion of the existing units. “At least 86 new plants will come into operation by 2013, what should increase the production of the Brazilian ethanol from the current 17.7 billion liters to 36 billion liters,” says Jank.

Decentralization of production expands opportunities Much of the ethanol investments that will come into Brazil in the next years will be originated in foreign companies and investors. This is a process which is becoming as vigorous as the world discovers the country’s huge potential in the non-harmful fuels production. In addition to this lucrative cost-benefit of Brazilian ethanol, many states of the country are investing on the ethanol development policies in their
territories and opening new frontiers for the production of biofuels.

According to data from Datagro, the foreign investment already reached 2.2 billion US dollars since 2000.

Minas Gerais, which was recently chosen to host the Intelligence Center for the Use of Ethanol, is one of them. “We are seeking the ideal development in the ethanol production, on the lookout for alternatives and proposing solutions in various areas, whether from the economic,social, environmental, logistics or infrastructure point of view”, says Maurício de Oliveira Cecílio, from INDI (Institute of Integrated Development of Minas Gerais). Goiás, with 12 projects for the construction of sugar cane plants in progress, and Mato Grosso, with 11, are other examples of states where the future of ethanol has a promising growth.

social and environmental aspects: pressure and reality Two of the most controversial issues involving biofuels production in Brazil are - working conditions in the field and environment preservation by the biofuel producers. “Issues in these areas really exist, but they are becoming increasingly isolated in view of the strict inspection by governments and entities and due to the change of the mentality in the sugar cane industry”, argues the chairman of UDOP (Union of Bioenergy Producers), José Carlos Toledo.

According to him, UDOP already received several signatures to the Paulista Environmental Protocol, a document that gathers several protective measures which foresees, among other actions, the gradual end of sugar cane burning in the crops within the state until 2012 and maintenance of 10% per year of riparian forests around springs within the properties of cultivation. “Besides being ecologically correct, ecological awareness has become more economical. For instance, is much more profitable to obtain power from sugar cane bagasse.

Moreover, being a producer with an ecologically correct seal helps exporting”, argues Toledo.

Regarding social issues involving workers in the sugar cane industry, the chairman of Fetaesp (Federation of Agriculture Workers of the State of São Paulo), Braz Albertini, sees some exaggeration from the press and organizations. “To say that there is no problem with the workers is not correct, but there are organizations and entities that classify the activity as “slave labor” and have somehow an exaggerated approach of the situation. Workers die in cutting cane, as workers die in Real State and in other activities as well. “

The UNICA president, Marcos Jank, also wishes to acknowledge the concern of the entity with the topic: “UNICA will start a program of labor retraining for functions as tractor driver and boiler operator, aiming to maximize the use of workforce that will be available after the mechanization.

We will have 0 thousand new jobs in planting and harvesting and 20 thousand new jobs in the sugar cane industry by 2020.”