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Ataque ao etanol:
o Brasil reage
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A voz do empresariado brasileiro também se fez ouvir e de maneira contundente. No Seminário Empresarial Brasil-Holanda, realizado no World Forum Convention, com a presença do presidente Lula, o empresário Maurilio Biagi Filho, falando para empreendedores brasileiros e holandeses, mostrou com dados e números (veja gráfico) que o uso de biocombustíveis se expandirá no mundo devido a demanda do consumidor e que a cana-de-açúcar é o produto mais competitivo para se produzir o etanol, com rendimentos mais elevados, custos mais baixos de energia e ganhos ambientais. Defensor do etanol brasileiro, Biagi ainda destacou que ao contrário do que se prega, o avanço da cana-de-açúcar ajuda a aumentar a produção de alimentos, já que ela requer a rotatividade de culturas. “O Brasil precisa de apenas 1% de suas terras agricultáveis, para substituir cerca de 50% da gasolina que consome para abastecer seus veículos”, explicou Biagi. “Porém, somos parte da solução...não a solução”, sublinhou. Para ele, o grande desafio do Brasil é transformar o etanol em um produto global.
Diálogo entre governo e empresários
Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva, o Brasil precisa formatar com urgência uma estratégia de divulgação do etanol nacional no mundo. “O governo deve investir em ações que conscientizem a comunidade internacional de que a alta do preço dos alimentos não vem da redução de área de plantio no Brasil”. Por não conseguir divulgar suas ações ao mundo, avalia, o setor sucroalcooleiro do Brasil permite interpretações incorretas, como o entendimento sobre os conceitos de etanol de milho e cana. João Flávio Veloso Silva, da Embrapa/Soja, líder do programa de biocombustíveis da Embrapa, afirma categoricamente que ao levantar essa discussão os países ricos, principalmente da União Européia, estão escondendo outros interesses. “O fator impactante para essa crise são os subsídios, extremamente praticados na UE. A produção de biocombustíveis, por exemplo, resulta em farelo de soja, torta de girassol, importantes alimentos da cadeia produtiva. A UE quer na realidade que o Brasil prossiga ofertando milho e soja em grãos para que continuem produzindo carne. Mais de 40% da nossa matriz energética vêm de energias renováveis. Nenhum país do mundo tem isso. A Europa destruiu todas as suas áreas de recursos naturais”, dispara. “O governo brasileiro teve uma postura correta ao se posicionar contra os ataques ao etanol. Mas precisa ser mais contundente. O Brasil tem que ir soberano para esse debate”, complementa.
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Estimulados por subsídios, os Estados Unidos usaram um quarto da última safra de milho para produzir o combustível, o que ajudou a criar uma distorção no mercado. A circunstância de produção brasileira é diferente. Dos 7 milhões de hectares cultivados com cana no país, 3,6 são destinados ao etanol – considerando todas as culturas, o Brasil possui 72 milhões de hectares plantados. O combustível só ocupa cerca de 5% da área total nacional.
Segundo Roberto Rodrigues, o mundo só vai diferenciar o etanol brasileiro se o país souber se posicionar no mercado com informações. Os críticos, comenta, não sabem, por exemplo, que Sertãozinho e Jaboticabal, duas regiões canavieiras no interior de São Paulo, são os dois maiores produtores de amendoim no Brasil. “A cana que está entrando no Brasil em área de pastagem passa a produzir grãos onde antes não se produzia grãos. A gramínea tem uma quinta parte renovada anualmente onde são plantadas leguminosas em um sistema de rotação”.
O Brasil tem ainda 71 milhões de hectares agricultáveis, extensão suficiente para produzir alimentos para o mundo e fabricar etanol. De acordo com Roberto Rodrigues, para usufruir os mercados vislumbrados, não basta ao país apenas apresentar tais características. “Temos que mostrar isso para o mundo e quebrar esse mito”.
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Ethanol under attack: Brazil’s strong reaction
The Brazilian businessmen’s voice was also heard out loud. In the Brazil - The Netherlands Mission, which took place in the World Forum Convention in The Hague, with President Lulas’ presence, Maubisa’s CEO, Maurilio Biagi Filho spoke to an audience composed by authorities, experts as well as Brazilian and Dutch businessmen. He showed data and numbers (see graph) outlining the biofuels use expansion in the world due to the consumer’s demand and that the sugarcane based ethanol is the most competitive product for the ethanol production, with highest yields, lower costs and environmental gains.
Defender of the Brazilian ethanol, Biagi highlighted that contrary to what is being said, the expansion of the sugarcane actually helps to increase food production, as it requires a rotation with other crops, legumes such as soy and peanuts, for instance. “Brazil needs only 1% of its arable land to replace about 50% of the gasoline consumption”, explained Biagi. “However, we are part of the solution, not THE solution” he added. For him, the greatest challenge is to turn ethanol into a global product.
Dialogue between the Government and
Businessmen
For the President of the Brazilian Rural Society, Cesário Ramalho da Silva, Brazil urgently needs to compose a strategy to spread the right information about ethanol. “The government should invest in actions to promote precise information in order to increase the knowledge of the international community, that the high prices of food are not related to the reduction of the arable are in Brazil”.
Because of the inability to promote the right information around the world, he says, the sugar and ethanol sector allows misinterpretations about, for instance, the different concepts of corn and sugarcane ethanol.
João Flávio Veloso Silva, From Embrapa/Soy, leader of the Biofuels Program of Embrapa’s firmly states that, by raising this discussion, the rich countries, especially the EU are hiding other interests: “The key impacting factor for this crisis is the subsides performed by the EU. The biofuels production, for instance, results in soy flower, sunflower byproducts which are important food products in the productive chain”.
“What the EU really wants is that Brazil keeps on supplying corn and soy in grains so they can continue producing meat. More than 40% of our energy matrix comes from renewable sources; no other country has that [advantage]. Europe has destroyed all their natural resources areas”, states. “The Brazilian government had the right attitude by solidifying our position against those attacks. But we need to be more aggressive as Brazil need to be on top of the debate”
Stimulated by subsides, the US used ¼ of their last corn crop to produce biofuels and that helped to distort the market. The circumstances around the Brazilian ethanol production are totally different. From the 7 million hectares used for the sugarcane in Brazil, only 3,6 are destined to ethanol – considering all types of crops, Brazil has 72 million hectares planted.
The biofuels only uses 5% of the total national area.
According to Roberto Rodrigues, the world will only be able to differentiate the Brazilian ethanol when the country takes the right position towards the market, with accurate information being published. The critics don’t know, for instance, that Sertãozinho and Jaboticabal, two of the major sugarcane producing areas are also the largest producers of peanuts in Brazil. “The sugarcane which is expanding into the pastures, will start to produce grains where they were not produced before, as the cane must have 1/5 of its area renewed every year where legumes are planted, in a rotation system”.
Brazil still has 71 million arable hectares, enough extension to produce food for the world as well as ethanol. According to Roberto Rodriguez, in order to enjoy the foreseen markets, it’s not enough just to be capable of doing it. “We need to show this ability to the world and break these myths”.

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