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Nova Biomassa
Primeira termoelétrica brasileira a capim-elefante entra em operação até o final do ano
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O Brasil descobrirá ainda este ano uma nova utilidade para um produto que até então só é usado para alimentar gado. Planta de origem africana, o capim-elefante passará a se transformar em energia elétrica a partir de novembro, quando deve ser inaugurada a Sykué Byonergia, primeira termoelétrica nacional movida a esta biomassa.
A planta está em fase final de construção em São Desidério, no Oeste da Bahia, distante 869 quilômetros de Salvador. A capacidade inicial do projeto é de 30MW, com previsão de aumentos gradativos – o empreendimento demandou investimentos de R$ 80 milhões.
A escolha pelo capim-elefante (Pennisetum purpureum) foi inspirada em uma experiência européia. A Inglaterra já produz energia elétrica com sucesso a partir da espécie. “A cultura tem densidade de massa para conversão em energia muito eficiente. É uma biomassa dedicada ao fornecimento flat”, explica o acionista da Sykué, Paulo Puterman.
Fundamentalmente usado como forragem animal, o capim-elefante é de grande porte, semelhante ao da cana-de-açúcar, e apresenta alta eficiência na fixação de CO2 (gás carbônico) atmosférico durante o processo de fotossíntese para a produção de biomassa vegetal.
A biomassa da planta seca pode gerar 25 unidades de energia para cada uma de origem fóssil consumida em sua produção. Também possui poder calorífico superior ao da cana, que convertida em etanol, alcança uma relação de apenas nove por uma.
Para gerar os 30MW iniciais previstos pelo projeto, a Sykué está plantando inicialmente em área de 4 mil hectares. Segundo Puterman, a empresa estima colher 50 toneladas de massa seca da planta por ha a 25% de umidade. O cultivo deve aumentar proporcionalmente aos incrementos do projeto.
Negócios
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A opção pela capacidade inicial priorizou o enquadramento na política de benefícios oferecida pelo governo para a cobertura dos valores da transmissão, que pode significar até 10% no custo de produção. Dos 30 MW previstos no módulo inicial, 65% serão vendidos por contrato bilateral ao Grupo Pão de Açúcar, volume suficiente para abastecer 40 lojas da rede. O contrato com a empresa prevê fornecimento por pelo menos 15 anos. A energia produzida será entregue à Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) que vai repassá-la ao Sudeste. Ainda não há definição sobre o destino dos outros 35% da produção.
No ano passado, ao anunciar o projeto, a diretora da Sykué, Ana Maria Diniz, revelou o planejamento de aumentar a capacidade gradativamente – a possibilidade seria incrementar em 10 vezes até atingir 300 MW. Hoje, as previsões são mais cautelosas.
“Tudo depende de como o preço da energia se comportar”, disse Puterman.
Outra fonte de negócios pode ser a comercialização de créditos de carbono. De acordo com cálculos da Dedini, fornecedora da planta industrial, a área plantada para o primeiro módulo é suficiente para gerar 1 milhão de toneladas anuais em créditos. Mas a possibilidade ainda está sendo estudada. “Também vai depender das condições do mercado”, afirmou o diretor.
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Biodiesel
A New Biomass
The First Brazilian thermoelectric unit operated with “elephant grass” starts operations until the end of the year
Brazil will discover still this year a new usage for a product which so far could only be used as cattle feeding. An African-origin plant, the elephant grass will be transformed into power from November on, when Sykué Bioenergy will be inaugurated the first national thermoelectric unit operated with this new biomass. The plant is at the final stage of construction in São Desidério, West of the Bahia State, 869 kilometers far from Salvador. The initial capacity will be of 30 MW with estimated gradual increases, and required R$ 80 million in investments.
The choice of “elephant grass” (Pennisetum purpureum) was made based in the European experience. England already produces power with this species. “It has a very effective mass density for the power conversion. It’s a biomass dedicated to the flat supply”, explains Sykué’s shareholder Paulo Puterman.
Essentially used as forage, the elephant grass is super sized, similar to the sugarcane and has a high level of atmospheric CO2 fixation during the photosynthesis process for the vegetal biomass production.
The biomass of the dry plant can generate 25 power units per unit of fossil-origin energy consumed in its production. It also has a superior calorific power if compared to the sugarcane, which converted into ethanol, reaches only a relation of 9-1.
To generate the initial 30MW foreseen in the project, Sykué is planting 4 thousand hectares. According to Puterman, the company estimates to harvest 50 tons of dry mass per hectare at 25% humidity. The cultivation will increase proportionally to the increments in the project.
Business
The choice for this initial capacity targeted the fitting into the Government policy of benefits to cover transmission values, which means up to 10% in the production cost. From the 30MW estimated in the initial module, 65% will be sold under bilateral agreement to the Pão de Açúcar Group, enough volume to supply 40 retail stores. The contract with the Company contemplates a 15 year-supply. The energy produced will be delivered to COELBA, State of Bahia’s Power Co. which will be remaining it to the Southeast. There is no definition yet of the 35%.
Last year, when announcing the project, Sykué Director Ana Maria Diniz, disclosed that the plan was to increase capacity gradually until 300 MW. Today, the estimations are conservative. “It will depend on the energy market” says Puterman.
A “side business” could be the carbon credit deals. According to Dedini, company which supplied the industrial unit, the planed area for the first module is enough to generate one million tons in credits a year. But the possibilities are still under analysis. ‘It will also depends on the market’s behavior” says the Director.
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