Não sabendo usar... vai faltar

Nossos avós e provavelmente os avós deles já defendiam a tese de que “sabendo usar não vai faltar”. Nesse caso referindo-se ao líquido mais precioso do universo, a água. Na sua sabedoria empírica, talvez estivessem prevendo que na ânsia pelo crescimento desenfreado, que em muitos casos pode ser definido como terrorismo ecológico, faltaria sabedoria ao homem para utilizar bem tão fundamental. Bingo. E o fato é que nas últimas décadas as discussões em torno do assunto saíram das teses acadêmicas para se tornar foco dos debates em todos os cantos do mundo. Os gritos de alerta, nem sempre entendidos, dos ambientalistas ganharam eco e hoje pelo menos boa parte do homem contemporâneo sabe que a água é um recurso limitado e que o seu desperdício pode acelerar um processo de caos, miséria e conflito entre nações. Longe de ser fruto do conhecimento dos nossos antepassados, baseados apenas na experiência...essa é uma verdade inata da falta de racionalismo.

Mesmo nós brasileiros, com um inequívoco ar de superioridade por acharmos que nossas fontes eram inesgotáveis, afinal temos 12% da água doce superficial do mundo, sendo privilegiados em disponibilidade hídrica em rios, precisamos nos conscientizar que poluição e o uso inadequado já comprometem esse recurso em várias regiões do País. Temos o maior rio em extensão e volume do planeta, o Amazonas. Aliás, segundo dados veiculados na matéria especial dessa edição da Alternergy, a faixa brasileira da bacia hidrográfica amazônica possui 74% da disponibilidade de água do país e abriga a maior rede hidrográfica do planeta, e, no entanto, é habitada por menos de 5% da população do país. Ou seja, a distribuição irregular soma-se aos problemas já citados. Com a estimativa de que 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos sejam desperdiçados, ou como se diz em bom português, vão literalmente para o ralo, a conclusão é que cada setor da economia, cada conjunto da sociedade, cada pessoa tem sua parcela de responsabilidade nessa história.


 
 
 
 
 
 
 

If we don’t know how to use it... there will be none left!

Our grandparents and probably their grandparents already knew that “use it intelligently and there will be it for everyone”. In this case, related to the most precious liquid in the universe, water. In their simple wisdom, maybe they were foreseeing that, within the desire of uncontrolled progress, which in many cases can de considered ecological terrorism, mankind would lack wisdom to use intelligently such a critical resource.

The fact is, in the last decades, the discussions about the subject left the academic scenario to be the focus of the debates worldwide. The environmentalist alerts, not always fully understood, are echoing and today most people know that water is a limited resource and its waste can accelerate the chaos, misery and conflict among nations. Far from being a result of our antecessors knowledge, based only in experience, this is the truth resulted from the lack of rationalism.

Even us Brazilians, with our superior attitude as we think our water resources are endless and Brazil has 12% of the world’s sweet superficial water and the privileged availability of river waters, need to be aware that pollution and the inadequate use already compromised this resource in several regions of the country. We have the largest river of the planet, both in extension and the volume, the Amazon.

Actually, according to the data published in the special report of this edition of Altenergy, the Brazilian portion of the Hydrographic Amazon bank has 74% of the water availability in the country and the largest hydrographic net in the planet, and is habited by less than 5% of the population. Therefore, apart from all the problems; the irregular water distribution is an additional issue.
With the estimative that 45% of the total water offer by the public systems are wasted and goes literally “down the tubes”, the conclusion is that each sector of the economy, each society set, each citizen has its share of responsibility in this issue.