Dimas Facioli

Capital Humano - A Energia Renovável das Empresas

As empresas gastam milhões em Pesquisa e Desenvolvimento na busca de novas tecnologias que possam trazer cada vez mais ganhos e estão certas em fazê-lo.

Gastam milhões em marketing para o lançamento de novos produtos e serviços em mercados em constante crescimento, com alta demanda, exigentes em qualidade e preço justo. E estão certas em fazê-lo.

Também buscam reduzir custos, melhorar processos e otimizar operações para tornar a organização cada vez mais eficaz e produtiva. Afinal, acionistas, mercado, imprensa, estão todos de olho no nosso desempenho, verificando números, analisando gráficos, planilhas e resultados. E estão certas em fazê-lo.

As empresas se mostram cada vez mais preocupadas com o meio-ambiente, com o aquecimento global, com a reciclagem do lixo, com plantar árvores, evitar o uso de sacolas plásticas, e outras medidas para minimizar o impacto da nossa existência predadora no planeta. E estão certas em fazê-lo.

Acompanham o mercado de ações minuto a minuto para monitorar o desempenho de seus papéis e os da concorrência e assim medir o valor da empresa no mercado. E estão certas em fazê-lo.

A pergunta que não quer calar é: o que as empresas estão fazendo para preservar o Capital Humano que detêm? Como estão reciclando, plantando, investindo?

Plantam e regam árvores, inserem-se em campanhas para o bem da natureza, mas será que alimentam talentos através de incentivos e planos de carreira bem estruturados? Lançam novos produtos, preocupados com o mercado, mas será que investem em trabalhadores felizes que bem atendem ao cliente? Gastam milhões pesquisando o mercado e desenvolvendo produtos, mas será que investem na medida adequada em pesquisas que identificam o clima dentro de suas próprias empresas para saber como anda o “mercado interno”? Monitoram a Bolsa de valores minuto a minuto, recebem dúzias de boletins e informações gerenciais, mas em muitos casos preferem ignorar o chamado “turn-over”.

As empresas devem se lembrar que são conglomerados de “gente” vendendo produtos e serviços para outra “gente”. Gente que demanda pesquisa e desenvolvimento, reciclagem, renovação, monitoramento e sem dúvida, necessidade de investimento em qualquer pesquisa. São a maior fonte de energia renovável que existe, exigindo pequenos, porém constantes investimentos em reciclagem, em renovação.

Viver num planeta limpo e em equilíbrio é ótimo e necessário, mas as empresas que fazem parte desse plano necessitam da mesma forma tornar-se ‘limpas’ e equilibradas. A Responsabilidade Social começa “dentro de casa” e pede ações concretas no dia a dia das organizações, menos preocupadas com o que o público externo vai dizer, até porque o público interno é ao mesmo tempo externo e, portanto, influenciador.

Provavelmente não há respeito público a uma empresa que recebe manifestações desfavoráveis de seus empregados, por mais que haja investimento na sua imagem.

Empresas admiradas são as que atraem as melhores pessoas, os profissionais mais capacitados e também as que mais investem em desenvolvimento de pessoas e por sinal são as mais lucrativas e as que mais crescem. Parece que a conjunção de “mais” persegue as empresas de bom comportamento.


DIMAS FACIOLI
CEO da Facioli Consultoria, especialista em Desenvolvimento Organizacional e de Negócios, atuando há mais de 15 anos em empresas nacionais e internacionais.

l Opinião l Opinion
Dimas Facioli
"Capital Humano - A Energia Renovável das Empresas"
"Human Capital – The Companies’ Renewable Energy"
Celso Hiroo Ienaga
"O desafio da família empresária"
"Family Business or Business"
Antonio Carlos Porto Araujo
"O mercado brasileiro de Créditos de Carbono"
"The Brazilian market for Carbon Credit"

 

 
 
 
 
 
 
Opinion

Human Capital – The Companies’ Renewable Energy

Corporations spend millions in Research and Development searching for new technologies which may bring more and more profit – and it’s the right thing to do.

They spend millions in marketing campaigns to launch new products and services in ever-growing markets with high level of demand in both quality and price. And it’s the right thing to do.

They also look for cost reduction, process improvement and operations optimization for their organizations to become more and more effective and productive. After all, shareholders, market, the press, everybody is watching our performance every day, checking numbers, analyzing graphs, spreadsheets and results. And it’s the right thing to do.

Corporations are more and more concerned about the environment, the global warming, waste recycling, planting trees, avoid the use of plastic bags and other actions to minimize the impact of our predatory existence in this planet. And it’s the right thing to do.
They monitor the stock market minute by minute to check their performance and the competition and therefore evaluate the company in the market. And it’s the right thing to do.

The question is; what are the companies doing to preserve their Human Capital? How are they recycling, planting, investing?

They plant trees, start campaigns for the nature’s preservation, but do they “feed” their talents through incentives and well-structured career plans? They launch new products thinking about the market, but are they investing in happy employees who will provide excellent service to the customers? They spend millions researching the market and developing products, but do they invest in the same way in researching their own climate to know about the “internal market”? They keep track of the Stock Market, get dozens of information bulletins, but in many cases, prefer to ignore their “turn-over”.

Companies should be reminded that they are made of groups of people selling products and services to other people. People who demand research and development, recycling, renovation, monitoring and no doubt about it. They are the most important of renewable energy available, requiring small but permanent investments in recycling, renovation.

To live in a clean and balanced planet is great and extremely necessary, but companies which are part of this plan need to be “clean and balanced” as well. The Social Responsibility starts “inside the house” and asks for concrete actions, on a daily basis inside the organizations, which should be less concerned with the external public’s opinion, especially because the internal public is also external and therefore, an influence. Probably, there is no public respect for a company with unhappy employees, no matter how much investment is made in their image.

Admired companies are those which attract the best personnel, the best qualified professionals and also those investing in People Development, and by the way the more profitable and with the best growing rate. It seems that the word “more” follows the best-behaving companies.